Nossa, faz quase um mês que essa telinha não me vê...
claro, enquanto blogueira deu uma paradinha... mas estou sempre com as idéias em ebulição...
Voltando à ativa (espero) com regularidade, uma coisa que me chamou atenção (claroooooo) foi a reportagem do Fantástico do domingo passado, 06/03/08.
Em uma pequena, bela e pacata cidade do interior de SP, conhecida como Santa Isabel, alguns secretários e assessores resolveram dar "um jeito" na população em situação de rua...
Ao invés de pensar em soluções humanitárias, nos deparamos com soluções do tipo "vamos embriar e levar para outra cidade" ou "vamos inventar uma obra na praça da cidade e colocar um monte de tapumes pq assim eles vão embora"...
Veja aí
Muito bem, muito bonito...
Enfim, qdo um indivíduo se encontra em situação de rua ele/ ela já perdeu a maior parte (senão todas) de suas referências, não tem mais emprego regular, com seguridade ou não, nem mais amparo familiar ao qual se apegar, o que significa ter uma moradia digna para a qual possa voltar e na qual possa se abrigar, ter um espaço particular de convivência ou de solidão à parte do espaço público...
O que me entristeceu nesta reportagem foi perceber que muitos dos funcionários públicos que lidam com esses indivíduos não levam em consideração a falta de alternativas, as rupturas sucessivas por qual passam até chegar à tal situação, e a dificuldade do retorno ao espaço da família, do trabalho e do lar...
Estas pessoas são tratadas como lixo, como sujeira, como bandidos...
Outro dia eu estava vindo para casa e passei por um ponto de concentração de população de rua aqui em Campinas... um dos indivíduos me abordou pedindo uma ajuda em dinheiro e me disse "é muito difícil conseguir um emprego... não pense que eu não quero trabalhar, mas quem vai empregar alguém que não tem uma casa para voltar no final do dia?"
Difícil é entender como a humanidade se perde com tanta facilidade...

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